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Oi, tudo bem com você?


- Fernanda, não fale assim com a Débora, vocês agora são irmãs e não quero brigas aqui dentro.
- Você pode até desentocar todas essas suburbanas lá da periferia de onde elas vieram, mas não pode e nem vai me obrigar a gostar delas, ou dizer que elas são da minha família. Por que elas não significam nada pra mim, aliás, elas já nasceram insignificantes e deveriam permanecer assim, se não fosse pela sua burrice. Perdoe-me papai. – Acusava e ironizava em cada palavra que dizia. 
- Fernanda.. – Jorge foi interrompido por Débora. – Deixa papai, eu entendo a Fernanda, deve ser difícil ganhar uma nova família. – Ela sabia o quanto esta frase irritaria mais ainda sua “irmã”.
- “Papai”? Alias vocês pobres nascem de chocadeiras não é? – Destilava veneno ao responder. 
- Eu não ficar aqui discutindo com você, irmãzinha. Vou me arrumar porque daqui a pouco vou receber visitas.
- Não quero ouvir essa sua boca imunda me chamando de irmã garota. E não traga seu gueto pra minha casa.
Débora subiu as escadas da casa gritando “irmãzinha”.
O relacionamento delas estava cada vez pior, uma provocação dali, uma rebatida de cá. Jorge não suportava isso, mas a personalidade de Fernanda era muito forte e batia de frente com a de Débora.

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